5 Ferramentas Lean e Princípios para Integrar no Seis Sigma

Cada vez mais, as organizações que usam o Seis Sigma estão se esforçando para integrar as ferramentas Lean em sua estrutura de melhoria de processos existente.

Para muitos, a combinação do foco do Seis Sigma na qualidade do processo, e a ênfase do Lean no tempo de resposta ao cliente, resultam em mais projetos de impacto e resultados rápidos.

ferramentas Lean

Para obter essa vantagem, no entanto, as organizações precisam enfrentar um obstáculo: integrar o Lean sem criar ondulações na estrutura Seis Sigma existente. Se a introdução do Lean não for feita corretamente, pode levar a mais armadilhas do que sucessos.

Com uma abordagem estruturada, no entanto, é possível mesclar o Lean com uma estrutura Seis Sigma madura, como foi experimentado por uma  empresa da Fortune 10.

Durante uma reunião, esta empresa avaliou os vários princípios do Lean para determinar quais poderiam ser sutilmente introduzidos, e usados ​​de forma eficaz para aumentar os ganhos gerados pela estrutura existente do Seis Sigma.

Eles descobriram que cinco ferramentas e princípios Lean eram particularmente aplicáveis:

1 – Tempo Takt

Takt é um termo alemão que pode ser traduzido aproximadamente como “batida”. O tempo Takt é o ritmo no qual um produto deve ser feito para satisfazer a demanda do cliente.

2- Diagrama de Ishikawa (causa-e-efeito) e 5 porquês

A partir da fase analisar de um projeto de melhoria, a ausência de dados estatísticos concretos, por vezes, pode dificultar a identificação de uma causa raiz.

Neste momento o uso de diagramas de Ishikawa (também chamados de diagramas de espinha de peixe, diagramas de espinha de peixe, diagramas de causa e efeito ou Fishbones) podem ajudar na identificação das causas de um evento específico.

5 Porquês também é uma técnica iterativa usada para explorar as relações de causa e efeito de um problema em particular, que se bem aplicada, tem resultados positivos.

3 – Uma mistura diagrama Ishikawa e análise de Pareto

Pode ser útil para analisar os problemas significativos que assolam um processo.  Durante a fase Melhorar, as chances de eliminar uma causa significativa de problemas podem ser exploradas priorizando os erros ou defeitos com o pareto e identificando as causas com o Ishikawa.

4 –  Heijunka (balanceamento de carga)

Um termo japonês, Heijunka descreve um sistema de produção projetado para fornecer um fluxo de trabalho mais uniforme e constante.

O balanceamento de carga pode ser usado para introduzir um sistema pull (puxado) em vez de deixá-lo funcionar em push (empurrado), aliviando assim os gargalos.

O princípio dominante de um sistema pull é que somente se coloca algo para ser produzido se o cliente pedir ou puxar. A grande maioria das empresas hoje trabalham com o sistema push, ou seja, empurrado, onde máquina parada é quase um pecado.

Os esforços para introduzir um equilíbrio de balanceamento de carga no sistema também reduzem automaticamente o estoque. Se os princípios de tempo takt forem utilizados ao projetar o sistema, isso pode ajudar a garantir um equilíbrio de carga nivelada na produção.

5 – Mapeamento do Fluxo de Valor

O foco é identificar e eliminar (ou reduzir ao máximo) as atividades sem valor agregado em cada etapa do processo, e diminuir o tempo de espera entre etapas consecutivas sempre que possível.

Algumas atividades de não valor agregado, num primeiro momento, podem não ser totalmente removidas de um sistema produtivo por exemplo, mas o importante é a continuidade das melhorias que num segundo momento poderão eliminar as atividades remanescentes.

Empresas que trabalham mais direcionadas ao Seis Sigma muitas vezes focam em itens como produtividade, eficiência, redução de defeitos, etc., mas usando um VSM antes de entrar com a parte de estatística, permite a equipe do projeto de melhoria entender o processo a ser melhorado.

E mais importante do que entender é redesenhá-lo para que seja mais eficiente, potencializando ainda mais os benefícios de se aplicar o Seis Sigma.

Próximos Passos

Para as empresas que estão neste movimento de realmente fazer o melhor uso do Lean + Seis Sigma, sugerimos como próximos passos:

  • O foco tem que ser no negócio e não na metodologia pela metodologia. Traduzindo: o Lean Seis Sigma precisa ser usado para ajudar o negócio a entregar os resultados planejados, e não como uma moda do momento.
  • Faça um planejamento de como será esta integração, levando em conta qual é o objetivo, as fases, o tempo, recursos, etc.
  • Começar devagar, pois nada vende melhor do que bons resultados.
  • Identificar iniciativas a serem implementadas usando o Lean e o Seis Sigma por Black Belts dedicados.
  • Prover treinamentos em ferramentas Lean estratégicas.
  • Identificar e abrir projetos Green Belts que necessitem o uso de  ferramentas Lean.
  • Reconhecer os projetos bem executados.

Conheça mais sobre o Black Belt: https://www.gradusct.com.br/2018/09/14/o-black-belt/

Saiba mais em: https://www.gradusct.com.br/?p=7331&preview=true

ferramentas Lean

10

Comente

Seu endereço de e-mail não será publicado.