Clientes se importam como os empregados de seus fornecedores são tratados

A resposta a pergunta do título é um “SIM!”, pois no mundo globalizado de hoje os dados trafegam rapidamente, e não é diferente com a velocidade com que uma “imagem” e credibilidade, criadas durante anos, podem ser duramente impactadas pelas ações tomadas sobre funcionários e em relação aos funcionários de seus fornecedores.

A tradução de imagem impactada seria: perda de clientes, perda de mercado, perda de dinheiro, e outras tantas perdas incalculáveis, além do aspecto humano quando falamos em como os funcionários são tratados.

Por estas razões as empresas começaram a se preocupar muito mais com o que esta a sua “volta”, desde identificar e traduzir o que o funcionário esta falando até se preocupar com os funcionários de seus fornecedores. Para ilustrar veja abaixo três casos:

1 – IBM

A IBM sempre teve muita credibilidade adquirida devido aos seus produtos, mas recentemente os antigos funcionários da IBM iniciaram um processo de ação de classe contra a empresa relativo a discriminação de faixa etária.

O processo afirma que a IBM vem demitindo funcionários mais velhos para manter somente os jovens e mais produtivos, e segundo um levantamento de 15.000 trabalhadores nos Estados Unidos foram demitidos, sendo a idade dos mesmos 40 anos ou mais.

2 – Nebrasca e JK

As empresas Nebraska Furniture e JK, voltadas  ao seguimento de móveis nos Estados Unidos, enfrentam um processo aberto pela ACLU – American Civil Liberties Union, que é a União Americana pelas Liberdades Civis. A credibilidade destas marcas esta em teste com este processo que pode se alongar e causar mais problemas.

O que motivou a ACLU foi o fato de usarem o Facebook para fazer propaganda de vagas de emprego direcionadas as jovens do sexo masculino. E fora isso, há o fato de que estas vagas são para preencher cargos que antes eram ocupados pelas mulheres, o que vem acontecendo em outras áreas também.

3 – Wal-Mart

O Wal-Mart tem enfrentado pressão para monitorar, e divulgar como seus fornecedores internacionais tratam seus trabalhadores. Essas variáveis afetam a sua credibilidade.

Em sua reunião anual de acionistas, os fundos de pensão da cidade de Nova York, que possuem uma porcentagem de ações no Wal-Mart, pediram à empresa que exija que os vendedores publiquem relatórios anuais detalhando as condições de trabalho em suas fábricas, uma vez que a credibilidade pode ser afetada.

O diretor executivo de governança da cidade de Nova York, Michael Garland, disse que a proposta foi destinada a melhorar a segurança no trabalho, e os direitos dos trabalhadores em empresas que fazem produtos destinados ao Wal-Mart, que é um dos maiores varejista do mundo.

“Não importa o quanto o Wal-Mart e outras empresas estão fazendo, ou afirmam que estão fazendo, para monitorar seus fornecedores, eles simplesmente não têm a capacidade até o momento de fazê-lo de uma forma abrangente.

E ainda para agravar mais a situação acabam colocando uma pressão enorme em seus fornecedores para cortar custos, o que gera jornadas exaustivas de trabalho,salários baixos ou outros problemas, disse  disse Michael Garland”.

O Wal-Mart tem se negado a cumprir a solicitação, pois argumenta a dificuldade de convencer os fornecedores a emitir relatórios. A empresa sustenta que, mesmo que pudesse impor tal plano, isso poderia ameaçar a disponibilidade de certos produtos daqueles que não cumprissem.

Independente de como este problema se resolverá, é fato que o Wal-Mart começou a reconhecer a importância e o risco do assunto, uma vez que outros acionistas podem iniciar questionamentos sobre quais são os reais riscos e o que esta sendo feito para mitigá-los.

Kalpona Akter, uma organizador trabalhista de Bangladesh apresentará uma proposta na reunião em Fayetteville, Akter, reclamou que muitas das fábricas de Bangladesh  que produzem bens para o Wal-Mart maltrataram seus empregados.

Realidade das Empresas

Não é de hoje que as empresas lutam para manter sua pirâmide de funcionários equilibrada. Pirâmide?

Sim, pirâmide, pois se prestar bem atenção é possível segmentar os funcionários em áreas distintas, quer seja por função, idade, etc, por exemplo: Presidência, Especialistas Sênior, Analistas Júnior, etc. – Veja abaixo:

Credibilidade
GRADUS, 2018

O caso da IBM é um dos que aconteceram e acontecem, pois deve haver um planejamento estratégico para mudar a visão da IBM para uma empresa mais jovial, rápida, e com um futuro promissor de inovação.

Mas do que esta escrito no planejamento até a execução final, de qualquer empresa, há um mar de riscos, e certamente estes riscos podem beirar ou não a ilegalidade, imoralidade ou um pouco perto dos dois, e portanto da teoria à execução dos planos a empresa deve analisar os riscos e eliminá-los.

E falando de modo geral há empresas seguindo o mesmo caminho sem atentar para os riscos, e pagando um alto preço em processos e pagamentos, fora a imagem que sairá afetada de qualquer forma.

As empresas de hoje estão expostas à mídia, redes sociais, clientes, investidores e outras partes interessadas nas práticas organizacionais que costumavam ser ocultadas do público.

Mas agora a informação esta acessível, e é investigada e disponibilizada rapidamente, incluindo valores de salários e benefícios das empresas, políticas do assédio sexual, código de conduta, escândalos, etc.

Além disso, as mídias sociais dão as pessoas uma voz contra empresas que julgam injustas ou irresponsáveis, e esperam que essas empresas ouçam e respondam as críticas.

A velocidade das mídias sociais é algo que as empresas começaram a entender o apelo, a pressão e principalmente a influência que pode ter nos negócios em questão de minutos.

Partindo do princípio que os clientes valorizam sim como os empregados de fornecedores são tratados, a pergunta que surge é como tratar os fornecedores?

Tratamento aos Fornecedores e Credibilidade

Fornecedores devem ser tratados como empregados, ou mais como clientes?

A resposta nem sempre é clara. Os fornecedores parecem mais como empregados, porque vendem e entregam produtos e serviços para clientes, ao mesmo tempo que têm necessidades críticas que precisam ser atendidas, e se não forem atendidas, a relação terminará.

Clientes se perguntam se tratar seus fornecedores como empregados ou como clientes irá melhorar o desempenho dos mesmos e aumentar os resultados do mercado.

A experiência mostra que a resposta é mais complexa: as empresas devem tratar os fornecedores como parceiros e possibilitar o melhor relacionamento criando sinergia, pois há muitos casos onde o fornecedor foi crucial para atender emergências em empresas, especialmente em manufaturas.

E somente se consegue este tipo de entrosamento com a construção de uma relação ganha-ganha entre empregados, empresa, clientes e fornecedores:credibilidade

Adaptado de GAllup, 2014

8D

Comente

Seu endereço de e-mail não será publicado.