Controle Estatístico de Processo (CEP)

O Controle Estatístico de Processo (CEP) é um tema cada vez mais atual dentro de empresas e organizações em geral. A razão, é que essa ferramenta está bastante associada às métricas que auxiliam na compreensão de expectativa e realidade. Vamos conhecer algumas definições antes de abordar o CEP.

Mulher com gráfico e lupa explicando Controle Estatístico de Processo
Controle Estatístico de Processo

Processo

São todos os passos para se produzir um processo, produto ou serviço, incluindo máquinas, pessoas e materiais.

Causa comum de variação vs. Causa Especial

A causa comum de variação é qualquer evento que faz parte natural do processo, como diferenças aceitáveis de largura, espessura, peso, velocidade, etc. Já as causas especiais de variação provocam uma alteração inesperada no comportamento normal do processo, e como exemplos temos: queda de energia, falta de água, funcionários novos em treinamento, problemas de padrão, etc.

Controle

Significa monitorar as variáveis críticas de entrada de um processo para agir preventivamente quando da existência de causas especiais.

Isso significa que por meio do controle estatístico de processo é possível adotar uma série de padrões de cálculos estatísticos para prever e acompanhar o andamento dos processos.

A seguir falamos mais detalhadamente sobre isso, mostrando inclusive as possibilidades que se desenham a partir de sua aplicação.

CEP estabelece informação sobre o processo

De modo direto, podemos dizer que o Controle Estatístico de Processo, também conhecido por CEP, é uma das ferramentas da qualidade em processos orientados à produtividade, que tem como missão principal separar as causas

Sua missão é prover dados para a elaboração de um diagnóstico capaz de prever e detectar com eficiência eventuais defeitos ou problemas nos processos. Isso resulta na possibilidade de correção desses problemas, impactando diretamente na produtividade.

Dentre os benefícios que pode proporcionar, está a redução no desperdício de matéria-prima e insumos em geral.

Além disso, por meio de sua aplicação é possível observar uma redução nos casos de retrabalho, o que consequentemente permite um melhor uso dos recursos.

Na prática, trata-se de uma ferramenta que pode ser usada por organizações de qualquer porte, desde que tenha pessoas capacitadas para tal.

Nesse caso, os profissionais devem ser capazes de analisar criticamente os resultados, implementando a partir daí as melhorias necessárias.

Aplicação de Métodos Estatísticos do CEP em Lean Seis Sigma

Entendido o conceito do CEP, chegamos agora ao ponto em que ele se aplica dentro do DMAIC em Seis Sigma. Nesse caso, o objetivo é obter métricas que permitem análise dos resultados alcançados após a aplicação das melhorias.

Então, como o Controle Estatístico de Processo se encaixa nesse contexto?

Para entender essa questão, precisamos recorrer ao seu conceito dentro do Seis Sigma. Nesse caso, ele é tratado basicamente como um método que visa o monitoramento de um produto ou serviço durante um processo de produção.

A ideia é a de que possa identificar questões de saída que não estão em conformidade. A partir daí, é possível encontrar a causa raiz para eliminá-las do processo, dessa forma há uma estabilização e prevenção de novas variáveis prejudiciais.

A metodologia foi criada no século XX por Walter Shewhart, mas ganhou força a partir dos anos 60 com Edwards Deming. Do conceito original até a versão mais utilizada em empresas atualmente, algumas variações puderam ser observadas.

De modo geral, portanto, precisamos levar em conta que todo processo conta com algumas mínimas variações. Diante disso, pode ser classificado em dois grupos distintos, sendo eles o de “causas de variações comuns” e o de “causas de variações especiais”.

No primeiro caso, as variações são aleatórias e inevitáveis. Elas acontecem obedecendo determinados limites e geralmente não apresentam causa sistemática que permita uma eliminação.

Já no segundo, as variações extrapolam os limites previstos e o processo se desenrola com uma série de desvios sistemáticos. Dessa forma, há um grande prejuízo técnico nos processos, mas os motivos podem ser identificados e eliminados.

Por que o Controle Estatístico de Processo é importante?

Para entender a importância do CEP, é importante levar em consideração que muito pouco pode ser dito a respeito de processo instável. Essa é basicamente a razão para se fazer um controle dos processos.

Considerando que as causas especiais de variação são uma realidade, não há estabilidade na saída de processos, de modo que não há previsibilidade ao longo do tempo. Diante desse cenário, prever o futuro com boa margem de segurança é improvável.

Assim, os gráficos de controle devem seguir um padrão específico, que deve ser conhecido pelo profissional responsável pelo CEP.

Ações para gerar Resultados

Em uma primeira vista, o assunto pode parecer complexo demais, certo? Na prática, no entanto, a coisa pode ser bem mais simples do que aparenta ser.

Para simplificar isso, por exemplo, podemos dizer que a estatística entra na hora de se definir o que é ou não “natural” dentro de um processo.

Para tanto, usa-se o que é conhecido como “Modelos Estatísticos”. Tais modelos levam em consideração o quão provável é que um determinado processo esteja seguindo seu comportamento natural.

Isso significa que ele também mede o percentual de chances de algo “especial” vir a alterar isso.

Nesse contexto, usa-se um modelo bastante comum, que chamamos de “Distribuição Normal”. Trata-se de uma equação matemática onde a distribuição pode ser prevista levando em consideração uma média e um desvio padrão.

Ela apresenta densidade de probabilidade invariável para que os dados sejam distribuídos. Por meio de todos os cálculos é possível entender como a expectativa e realidade dos processos se alinham dentro de uma determinada jornada.

Falando em exemplo prático, podemos considerar uma máquina que fabrica peças de 10 mm e onde há desvio padrão de 0.1 mm. Com base nisso, é possível afirmar que 99,73% das observações precisam estar compreendidas dos 9,7 mm aos 10,3 mm.

Se após todas as estatísticas calculadas, os resultados mostram que uma peça pode sair com menos de 9,7 mm ou maior que 10,3 mm, então há grande chance de algo estar errado. Basicamente, as chances de tudo estar correto é realmente mínima, ficando na casa dos 0,27%.

Isso é basicamente a aplicação do Controle Estatístico de Processo em um exemplo onde claramente é possível observar se há ou não anormalidade no processo. Importante salientar que anormalidade neste caso pode ser uma tendência de uma variável sair do controle.

Nesse caso, os profissionais envolvidos têm a opção de parar o processo e estudar maneiras de melhorá-lo. Não por acaso, essa é conhecida como uma das 7 ferramentas da qualidade, e claramente possibilita a tomada de ação para refletir positivamente nos resultados.

Profissionais que podem aplicar o CEP e como funciona a aplicação

De modo geral, esse tipo de ferramenta pode ser aplicado em todo tipo de trabalho. Para tanto, porém, é importante que os profissionais saibam coletar e analisar os dados obtidos.

Mullher conferindo o Controle Estatístico de Processo
Controle Estatístico de Processo – CEP

Isso é facilitado quando uma boa atividade de coleta é implementada. Felizmente, isso hoje não é nenhum desafio intransponível, muito pelo contrário.

Os profissionais que lidam com esse tipo de desafio têm à disposição uma grande variedade de softwares que entregam tudo “mastigado” para a análise. Um exemplo disso é o Minitab, que faz toda a matemática necessária no processo.

Para conseguir lidar bem com esse tipo de ferramenta, no entanto, é importante obter todo conhecimento sobre o assunto. Isso porque será necessário saber exatamente o que procurar e qual ferramenta é útil em cada passo.

Na prática, portanto, é fundamental obter o máximo de conhecimento sobre o tema. Isso pode ser feito de maneira individual, mas é mais eficiente quando o estudo é feito dentro de um treinamento em Seis Sigma, como o que oferecemos aqui na “nome da empresa”.

O conhecimento introdutório sobre isso, por exemplo, pode ser obtido até mesmo a partir de um curso gratuito de “White Belt”. Nesse caso, é possível entender mais detalhadamente sobre o Controle Estatístico de Processo e obter o certificado sem qualquer custo.

É importante ter em mente, no entanto, que para seguir carreira nesse segmento onde as ferramentas da qualidade são recorrentes, é preciso aprofundar no assunto.

Isso é possível por meio de outros cursos fundamentais em Seis Sigma, como Green Belt e Black Belt. Ambos você também pode conhecer aqui (link para os cursos).

Conheça mais sobre o Black Belt: https://www.gradusct.com.br/o-black-belt/

Saiba mais em: https://www.gradusct.com.br/?p=7209&preview=true

Adesivo com o curso Black Belt que usa Controle estatístico de Processo Pessoa falando sobre Controle Estatístico de Processo

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