MASP: mais boa uma alternativa de método para análise e solução de problemas

 

O que é a metodologia MASP?

Museu? Não. O MASP pode ser a solução para dar eficácia aos processos

O MASP – Método de Análise e Solução de Problemas – é um sistema criado por japoneses que busca solucionar entraves complexos dentro dos processos, obstáculos que impactam o resultado final na produção de serviços ou bens. Consiste em abordar esses problemas de uma maneira imediata, avaliando e priorizando as tomadas de decisão por ações corretivas ou preventivas, que ataquem as causas ou resultados, eliminando ou evitando a repetição deles pela padronização.

O método MASP é composto por oito etapas, que não devem ser puladas ou substituídas. O comprometimento em realizá-las até o final é o que dá efetividade ao resultado e cria cultura de excelência no ambiente interno.

São elas:

Identificação:

  • Objetivo: deve-se definir qual é o problema tomando por base o histórico de atividades, que descreve cada evento que o envolve. Nessa fase, pode-se entender os riscos envolvidos, assim como ganhos e prejuízos.
  • Não se deve subestimar essa etapa, que parece simples. Cada membro da equipe deve ser responsabilizado pela atividade que lhe foi delegada e, da mesma maneira, apontar os objetivos de melhora dentro do que sua responsabilidade abrange ou alcança.
  • Entregas esperadas:
    • esta etapa deve alinhar o entendimento do problema, com fluxos e uma equipe bem formada.
    • na formação da equipe o líder ou responsável será o contato direto com o cliente e demais processos.
    • estudo dos dados históricos para formar a base da análise do problema.
    • uso de mapeamento ou fluxograma para entendimento do processo.

Observação:

  • Objetivo: Avaliar e levantar as particularidades do problema, desde as variações no produto final até os gaps relativos ao processo, ou seja, detalhar as inconformidades e periodicidade com que acontecem. Tudo deve estar calcado nas informações encontradas no local, documentos do histórico, conforme a equipe que executa e os colaboradores envolvidos.
  • Entregas esperadas:
    • Delinear o problema através de Gemba, ou seja, ir até onde o problema esta acontecendo e o observar para entendê-lo.
    • Estudar o problema com ferramentas estatísticas como cartas de controle, capabilidade, pareto e outras.
    • Garantir a montagem do “baseline do problema” para que se entenda qual foi sua evolução ao longo do tempo.
    • Traçar uma meta de melhoria a ser alcançada pela equipe.
    • Definir um cronograma com início e fim de cada etapa, além do responsável.

Análise:

  • Objetivo:Nessa fase serão identificados os pressupostos ou suposições que podem fazer com que se entenda o problema e os motivadores, dando a possibilidade de identificar as causas-raiz e causa-fundamental. Informações e dados documentais devem balizar essa análise, que necessita ser cuidadosamente finalizada com uma conclusão pragmática e objetiva.
  • Entregas esperadas:
    • Identificar e priorizar as causas raízes que afetam o problema, usando ISHIKAWA, brainstorming, matriz de prioridade, dentre outras.
    • Testar as hipóteses e confirmações das causas raízes encontradas na tarefa anterior.

Plano de ação:

  • Objetivo: Depois de definir o problema por meio da identificação de suas causas, é hora de partir para um planejamento das ações táticas e a estratégia que vão extinguir esses obstáculos. Tudo que será proposto deve ter a eficácia analisada, assim como os objetivos claramente estabelecidos e os parâmetros (indicadores) de controle estabelecidos.
  • Entregas esperadas:
    • Estudar as ações necessárias para resolver cada causa raiz priorizada.
    • Verificar a possibilidade de implantar ações de bloqueio de imediato.
    • Usar a ferramenta 5W2H para registrar cada ação, responsável e data.
    • Avaliar aspectos de gestão de mudança, a fim de evitar riscos e acidentes.
    • Eleger quem será a pessoa responsável por gerenciar o plano de ação e a evolução das melhorias.
    • Desenhar um plano de comunicação bem elaborado para manter todos informados do andamento.

Ação:

  • Objetivo: Autoexplicativa, essa fase necessita de uma comunicação muito clara com todos os colaboradores envolvidos para sua implementação, verificando se todos estão aptos e capacitados e alinhando o monitoramento dessas ações, de acordo com o planejamento acordado. Tudo pronto? Parta para execução.
  • Entregas esperadas:
    • Execução das ações planejadas sem risco e acidentes.
    • Evolução inicial de melhoria

Resultados (Verificação):

  • Objetivo:Averiguar os resultados é o momento mais esperado, mas ainda não é o final do método MASP. Aqui devem ser analisados dados quantitativos e qualitativos, assim como a influencia deles no produto final. Comparar antes e depois, estabelecendo pontos positivos e negativo também é útil e necessário nessa fase.
  • Entregas esperadas:
    • Status da evolução das ações.
    • Evolução dos resultados: esperado vs. real.
    • Avaliação dos riscos e problemas que possam ter sido gerados.
    • Analisar se as ações de bloqueios forma efetivas.

Padronização:

  • Objetivo: Agora é hora de documentar o que deverão ser novos sistemas do trabalho, sistematizar o que foi eficaz em causar resultados positivos e as medidas que se tornaram efetivas na prevenção das falhas. Isso vai garantir que os problemas sejam recorrentes e também será a base de treinamento de toda equipe ou colaboradores que possam vir a se envolver com os processos revistos no método MASP.

Conclusão:

  • Objetivo: Fase final: faça uma revisão cuidadosa dos procedimentos de solução dos problemas adotados até agora. Elabore planos de ação aplicando o que foi aprendido, zelando pelas melhorias continuamente.
  • Entregas esperadas:
    • Apresentar os resultados obtidos, levando em conta o que era, qual era a meta e a evolução dos resultados atuais.
    • Verificar o andamento do plano de ação.
    • Garantir sistemática de acompanhamento dos resultados e ações.

 

Abaixo estão descritas as diferenças entre PDCA, MASP, DMAIC e DMADv (metodologia Design for Lean Six Sigma):

MASP Ferramenta de Qualidade
Fonte: Adaptado de www.kitmes.com.br (2017-2018).

Estudo de Caso:

Para quem desejar ver um estudo de caso real, acesse: https://revistas.ufpr.br/qualidade/article/view/47551/33842

 

 

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