“Onde você pretende estar em 5 anos? E em 10 anos?”

Geralmente ouve-se essas questões em entrevistas de emprego. Mas você certamente deve ter pensado isso depois ou antes da entrevista, quando se perguntou se a sua trajetória profissional reflete a carreira certa para você.

Primeiro: não existe “carreira certa”. Liberte-se desse tipo de dogma e saiba que é comum que todas essas perguntas permeiem a nossa vida profissional.

Por isso, numa etapa antes do planejamento, onde geralmente mora muita ansiedade, você precisa considerar que:

  1. Você vai mudar, junto com o mundo
  2. O mercado vai continuar mudando, setores e profissões podem seguir se extinguindo ou modificando
  3. Você vai aprender muito mais sobre o que é bom para você; será difícil prever o que será bom. O melhor é continuar mudando.

Por mais que a gente faça o exercício de antever alguns cenários, é muito provável que, com a velocidade das mudanças, que vivemos hoje em dia, tudo esteja radicalmente diferente antes que os planos sejam concluídos. Ainda assim, só existem benefícios ao traçar um planejamento de carreira!

Estabeleça um Plano Flexível

Pense alternativas usando linhas de fundo, como planos A, B e Z. As macro propostas devem estar baseadas em:

  • Prazos – pense em curto, médio e longo espaço de tempo
  • Riscos – calcule com você vai programar-se economicamente para enfrentá-los
  • Pesquisas – entenda quais pesquisas serão necessárias para estabelecer as metas
  • Nível de segurança – verifique o seu nível de segurança para implementar as ações: sente-se seguro, muito repleto de incertezas ou pode arriscar?

Por exemplo:

Plano A – será a opção que você quer seguir, estando confiante sobre o que quer fazer em médio prazo.  Você considera a melhor opção e, se ainda está inseguro com este plano, será importante experimentar várias opções de diferentes de carreira antes de decidir-se por esta. Ainda sente muita insegurança quanto a essa opção? Então planeje fazer mais pesquisas, informe-se sobre suas possibilidades e vá sedimentando esse caminho com paciência.

Plano B – aqui você concentra alternativas promissoras, próximas das quais você poderá utilizar e pensar, caso o Plano A não funcione como deveria. Certifique-se de que seja uma escolha consciente, tanto quanto o plano A, e verifique seu nível de segurança em médio e longo prazos, quando pensar em colocar o plano B em prática.

Plano Z – essa é uma opção temporária, caso tudo de errado. É uma alternativa fácil de conseguir, você se sente seguro para enfrentá-la por um tempo e saberá que correrá riscos maiores.

 

Importantíssimo:  revise seu plano, pelo menos uma vez ao ano! Não tenha medo de lançar mão de técnicas e ferramentas que te auxiliem a evitar percalços previsíveis.

Plano de Carreira em 4 passos

 

  1. Determine onde quer chegar;
  2. Saiba onde você está;
  3. Escolha a rota;
  4. Descubra os atalhos;

Tendo em conta as alternativas que você já verificou, passe a pensar a sua carreira olhando o horizonte. Enxergue as possibilidades com organização e sistematização, em cada etapa.

1)Primeiro passo: determine onde quer chegar

Agora sim, pense onde você quer estar. Visualizar seus objetivos pensando em que cidade quer morar, o mercado que pretende atuar, tipo de trabalho que vai realizar e o nível hierárquico que almeja alcançar.

Os questionamentos podem soar muito abstratos, mas a finalidade aqui não é encontrar respostas definitivas para todas essas perguntas, e sim traçar o seu perfil profissional.

2)Segundo passo: saiba onde você está

“Conhece-te a ti mesmo.” A filosofia grega já apontava que o autoconhecimento é uma das chaves para a evolução. Planejar a carreira exige saber quais são suas habilidades e quais as habilidades que deverá adquirir para chegar à meta final. Você estabelece o ponto em que está e visualiza o ponto onde quer chegar, o caminho entre eles será o seu plano de carreira.

Reflita sobre perguntas abstratas novamente: é feliz exercendo a função atual? O que mais te satisfaz nessa ocupação? O que não gosta de fazer? Consegue identificar quais as palavras que definem esses problemas?

 

3) Terceiro passo: escolha a rota

Sabendo quais são os pontos de saída e chegada, você consegue dividir o caminho em rotas. Os caminhos percorridos serão as metas a serem cumpridas passo a passo, e cada uma delas precisa ter um prazo para conclusão. Exemplo: determine percorrer a distância entre A e D, em 15 dias. E assim por diante.

Lembre-se: quando não há meta, nem prazo, não existe o compromisso! Divida seu plano em planos menores, assim as chances de sucesso aumentam substancialmente, assim como a motivação para conquistar cada passo se mantém em alta, em todo o trajeto.

 

4) Quarto passo: descubra os atalhos!

Para todo caminho, pode existir uma maneira mais eficaz e rápida de chegar: antecipe-se! Descubra quais são os atalhos perguntando para quem já está nos cargos que você almeja alcançar. Peça direcionamento para seu gestor, pergunte sobre a trajetória percorrida até ele chegar à sua posição. Entenda as evoluções mapeando o que foi importante para essas pessoas, enquanto percorriam o caminho até lá.

Nessas conversas você vai mapear as capacitações que, talvez ainda necessite, pesquisar novos cursos, aprimorar o conhecimento técnico ou estudar outros idiomas. Tudo isso é atalho! E pode te guiar mais rápido para o ponto de chegada.

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