Manutenção Produtiva: entenda TPM e Melhoria Contínua

Manutenção Produtiva Total ou Total Productive Maintenance, TPM, em inglês. O termo, em língua universal, foi cunhado pelo japonês Seiichi Nakajima, e utilizado pela primeira vez no final da década de 60, na empresa Nippodenso, fornecedora de partes elétricas da Toyota, em Tókio.

O método auxilia em melhorar o rendimento global, respeitando a criatividade humana, utilizando-se da participação de todos os colaboradores da empresa.

manutenção

Há várias traduções para a sigla TPM, sendo que as mais usadas são:

  • Manutenção Produtiva Total
  • Manutenção Total da Produção
  • Melhoria da Produtividade Total
  • Manutenção da Produtividade Total

 O objetivo da Manutenção Produtiva

A Manutenção Produtiva Total aumenta ao máximo a produtividade e eficiência, o que se dá de maneira consistente sob a implementação de seus 8 fundamentos estruturais:

  1. Manutenção Autônoma –capacitar a mão de obra tecnicamente para realizar obras simples de manutenção, sejam processos de limpeza, lubrificação ou regulagem fina e ajuste de específicos de maquinário. Tudo deve convergir para a eficiência ou prevenção de problemas de funcionamento, assim como integra áreas como as de engenharia, produção e manutenção a trocar experiências e ir evoluindo.
  2. Manutenção Planejada – consiste em fazer sistematicamente as manutenções preventivas e preditivas para evitar que haja parada de funcionamento por problemas imprevistos, que possam ser ocasionados pela atividade das máquinas/equipamentos. A manutenção preventiva verifica o funcionamento e a preditiva investiga sinais de anormalidade no funcionamento.
  3. Manutenção da Qualidade – impede que processos defeituosos surjam, comprometendo a produção. Depende de procedimentos operacionais padrão didáticos e eficientes, dispositivos Poka-Yoke (à prova de erros), assim como cartas de controle ligados ao Controle Estatístico de Processos (CEP).
  4. Melhorias Específicas – para que as equipes de manutenção e produção possam entender e discutir os fatores de melhoria de desempenho e produtividade, as empresas utilizam o indicador que mede o desempenho, OEE. Esse indicador verifica a eficácia global do equipamento, englobando a disponibilidade, eficiência e qualidade.
  5. Controle Inicial – hoje em dia é muito comum ver o tempo de vida dos produtos acabando rapidamente. Mas justamente para evitar isso, é preciso analisar de maneira detalhada os equipamentos e produtos envolvidos em sua fabricação. Ou seja, o controle inicial é o que vai determinar as medidas que vão tornar o produto mais fácil de produzir e a máquina mais fácil de funcionar.
  6. Treinamento –bastante óbvio, certo? E importante. É necessário investir em capacitação sempre, promovendo atualização para os colaboradores, visando acompanhar as novas tecnologias, que inovam sempre; e manter habilidades e competências de todos evoluindo junto, no mesmo processo dessas inovações.
  7. Segurança e meio ambiente – evitar acidentes. O TPM exige também que saúde e segurança de colaboradores e sistemas naturais seja avaliada periodicamente, atendendo normas e garantindo padrões na gestão ocupacional e ambiental.
  8. TPM Administrativo –combater desperdícios em processos administrativos, ganhando em performance em todos as áreas da empresa. Ferramentas como o 5S e o Lean Office são meios para isso.

Todos esses pilares possibilitam que a empresa evite paradas, pausas corretivas constantes, interrupções desorganizadas e prolongadas; e que acabam por gerar atrasos na entrega, nos processos, e que demandam altos estoques.

Um processo de baixa confiabilidade tende à instabilidade, produtos defeituosos; e a melhoria contínua fica extremamente comprometida, senão inviável, em toda e qualquer etapa produtiva.

Evoluir ininterruptamente

Instituições, organizações ou empresas precisam atingir melhores resultados de maneira permanente. Para isso, além de executar a Manutenção Produtiva Total, precisam ter esse processo intimamente vinculado ao conceito de melhoria contínua.

Estabelecer continuamente um conjunto de métodos e boas práticas organizacionais, que estejam voltadas para tornar resultados, processos, produtos ou serviços cada vez melhores, mais eficazes e eficientes. Para isso, vale lembrar as diretrizes a serem perseguidas:

 Foco no que vai ser melhorado

Em primeiro lugar, é preciso entender o que pode ser melhorado. As avaliações devem se voltar aos processos principais e secundários, ou seja, os que estão ligados diretamente ao que se faz (Core Business) e os que estão relevantes em um cenário geral, mas que podem não estar na espinha dorsal do negócio.

Detalhar esses processos, passo a passo, é um segundo passo essencial desta análise. Outro ponto nevrálgico é ouvir o cliente, entendendo o que ele quer e precisa, para que não se perca tempo e energia com melhorias inócuas.

 Desempenho mensurável

É preciso estabelecer uma métrica para medir a qualidade, definir indicadores. Estimar onde se deve chegar e diminuir o que pode ser perdido no processo, são exemplos de medidas. À cada empresa cabe essa sistematização, dispondo de métodos conhecidos ou elaborados especificamente com a finalidade de melhorar a qualidade, naquela atividade ou local.

 Padronização

Não existe melhoria sem padrão. A única maneira de atingir a excelência é fazer, todos os dias, a fabricação ou produção de uma maneira determinada. E orquestrar o processo produtivo estabelecendo um “jeito único de fazer” é também a única maneira de entender o que pode ter, eventualmente, se modificado de um dia para o outro, estabelecendo melhorias para serem acrescentadas ao processo.  Portanto, a padronização é um mandamento da melhoria contínua.

 Vale lembrar!

Resultados de sucesso demandam ter a melhoria contínua como cultura da empresa, assim como exigem a realização da Manutenção Produtiva Total. Sendo o TPM uma metodologia ou sistema com as características de:

  • Englobar todo o ciclo de vida útil da máquina e equipamento
  • Incluir as áreas de engenharia, produção e manutenção, assim como congregar todos os níveis hierárquicos da empresa
  • Fomentar um processo motivacional na fora do trabalho em equipe

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